segunda-feira, 9 de julho de 2012

VISLUMBRE DO INFINITO

Eis que um dia a porta se abriu
e vislumbrei todas as cores do infinito.
Nelas viajei sem medo, atemporal,
consciente e sem forma humana.

Compreendi que sou essas cores
e o infinito de onde florescem.
Ouvi todas as notas existentes
em harmonia sem igual
e dancei todos os ritmos -
sem movimento algum.

Cantei todas as músicas
das eras antigas e futuras
sem pronunciar uma palavra -
e tornei-me parte do cosmos.

“Que melodia anima teu coração?”

A alma divina transborda harmônicos
em todas as frestas e direções possíveis,
não há um só átomo ou universos microcósmicos
que não sejam permeados por ela.

O universo é um grande instrumento
e Deus o monocórdio celeste,
dele provém todas as notas
que animam o universo.
Sou simples harmônico viajando
neste imenso corpo cósmico.

09/04/2010

Um comentário:

Anônimo disse...

Adoro suas poesias. Você é um campeão.