As chaves harmônicas
Que abrem portas no céu
Tocam músicas oníricas
Que ascendem flamejantes pelo caduceu
Atingem a Câmara do Faraó
Onde se ocultam as sete caixas
e o trigo é privado do pó.
A poesia escorre por minhas mãos
Como músicas das cataratas -
A maravilha da consciência irmãos,
É fenômeno plausível de visões natas.
Surge impnente no horizonte
O olhar elucidativo de Quéops -
Vejo agora com olhos de quem vê atrás-monte.
Charadas resolvidas.
Não há milagres.
Tudo é ilusão
Porque real mesmo é Nada!
Zero, Zero, Zero!...
...Nada, Nada, Nada!...
Isso é que é real,
Aquilo que não é você nem eu
Aquilo que simplesmente é...
As corredeiras do oculto
Fluem em córrego além-mente,
Ao final - na cachoeira - não segrega-se por entre as pedras
Mas sim em flores vivas e árvores-profeta.
A face da vida sorri para mim quando criança sorrio
Entristece-se quando me entristeço
Revela-se quando olho para mim mesmo...
08/01/2006

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